Quais São os Principais Cuidados de Dosagem para não Retardar Excessivamente o Endurecimento?

O uso de um aditivo retardador de pega requer atenção para que o concreto não tarde demais a endurecer, comprometendo prazos e resistência inicial. Entre os cuidados fundamentais estão respeitar a faixa de dosagem recomendada pelo fabricante, considerar o tipo de cimento e o clima local, além de observar o fator água/cimento e possíveis combinações com outros aditivos. Testes práticos, como ensaios de slump e moldagem de corpos de prova, permitem verificar se a mistura permanece dentro das metas de trabalhabilidade e resistência. Assim, equilibrar retardo e eficiência construtiva depende de um planejamento criterioso, prevenindo problemas no cronograma e garantindo a qualidade final da estrutura.

3/17/20253 min read

Bright living room with modern inventory
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O aditivo retardador de pega é projetado para prolongar a trabalhabilidade do concreto, retardando o início de sua hidratação. No entanto, se a dosagem ultrapassar certo limite, o tempo de pega pode se alongar além do necessário, resultando em atraso no cronograma, risco de patologias e possíveis impactos na resistência inicial. Para evitar esses problemas, é fundamental conhecer os principais cuidados de dosagem e boas práticas de aplicação do retardador de pega.

Respeitar as Recomendações do Fabricante

Cada aditivo retardador de pega possui características químicas específicas, que podem variar significativamente de um produto para outro.

  • Faixa de dosagem recomendada: os fabricantes costumam indicar o intervalo de porcentagem ou ml/kg de cimento para garantir o efeito de retardo sem prejuízos estruturais.

  • Ensaios preliminares: quando há incerteza ou condições de obra muito particulares, realizar testes de bancada ou em laboratório ajuda a ajustar a dosagem ao traço exato da obra.

Considerar o Tipo de Cimento e Condições Ambientais

O comportamento do retardador não é o mesmo em todos os cimentos e contextos climáticos.

  • Cimentos de alta reatividade (CP V-ARI): requerem menor teor de aditivo para se conseguir o mesmo efeito de retardo, pois o próprio cimento já endurece rapidamente.

  • Climas quentes: aceleram a hidratação do cimento, demandando atenção para que a dosagem não se torne excessiva, prolongando a pega bem além do desejado.

  • Climas frios: o frio já retarda o processo de hidratação; somar aditivos retardadores pode resultar em lentidão exagerada na cura.

Observar o Fator Água/Cimento

Um traço com alto fator água/cimento tende a ter um concreto menos denso e, por vezes, com pega um pouco mais lenta. Quando o retardador de pega é empregado em um traço assim, o risco de excesso se agrava.

  • Equilíbrio entre fluidez e retardo: caso se precise de maior fluidez, avaliar se é mais adequado um aditivo plastificante ou superplastificante em conjunto, ao invés de aumentar demasiadamente a água ou o retardador.

Dosar Progressivamente e Avaliar o Comportamento

Em canteiros de obra com variações de lote para lote, pode ser prudente começar com uma dosagem conservadora e, gradualmente, ajustá-la:

  • Acompanhamento de slump: verificar periodicamente o abatimento (slump) logo após a mistura e no decorrer do transporte, observando se a fluidez permanece dentro dos limites aceitáveis.

  • Moldagem de corpos de prova: analisar o tempo de pega e a resistência em idades iniciais (1, 2, 3 dias) para garantir que não haja comprometimento grave do cronograma ou da qualidade.

Evitar Combinações Desnecessárias

Se o objetivo principal for manter o concreto mais tempo trabalhável, mas o traço já inclui outros aditivos com efeito secundário de retardo, a soma desses produtos pode elevar demais o efeito total.

  • Compatibilidade química: em alguns casos, o superplastificante também possui algum nível de retardo. É importante ler as especificações técnicas para não duplicar as funções sem necessidade.

  • Limites de teores: conversar com o fornecedor do aditivo para entender se a mistura de dois ou mais produtos não ultrapassa as diretrizes de uso.

Cuidados Especiais com o Cronograma

Um retardo excessivo pode causar transtornos na sequência das atividades:

  • Desforma atrasada: se a pega ocorrer tarde, o tempo de espera para remover as fôrmas aumenta, podendo travar etapas seguintes.

  • Cura e proteção prolongadas: a demora no endurecimento pode exigir maior atenção à cura, evitando perda de umidade, chuvas inesperadas ou pisoteio antes da hora.

  • Custo de mão de obra: equipes podem ficar paradas esperando o endurecimento, gerando impactos financeiros no projeto.

Importância do Monitoramento em Tempo Real

Em obras críticas ou de grande porte, ter um sistema de monitoramento de temperatura e reologia do concreto ajuda a tomar decisões rápidas, ajustando a dosagem ainda no momento do preparo, se necessário.

  • Termômetros, registro de clima e planilhas: registrar dados de temperatura ambiente, umidade, vento e tempo decorrido após a mistura para analisar tendências de endurecimento.

  • Testes de penetração ou sondas: podem ser utilizados para acompanhar a evolução do endurecimento no concreto fresco, evitando surpresas tardias.

O sucesso do uso de aditivos retardadores de pega está intrinsecamente ligado ao controle rigoroso da dosagem e às boas práticas de verificação das condições de obra. Equilibrar a necessidade de prolongar a trabalhabilidade com a garantia de que o concreto endureça no prazo correto é um desafio que pode ser vencido com testes prévios, cuidados no traço e monitoramento constante.

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